—Mais de um cento! Elle é o Lemos de Alcacer, elle é o tal das gazetas de Lisboa, elle é o hespanholito esgrouviado, elle é o tolo do Vianninha que tem a pobre da Sequeira a morrer por causa d’elle; elle são os officiaes de caçadores; elle são os morgados do Alemtejo; elle era o marialva que andou ahi um tempo. E elle é tambem o sr. estrangeiro... disse Ricardina sorrindo.
—Eu serr brrincadeirra.
—Olhe, da parte d’ella talvez fosse, porque quando o sr. voltava costas, a señorita e a mãe desatavam a rir pelas casas dentro.
—Pouca verrgonha!
—Pois olhe que é a pura da verdade!
—Muito obrrigado, linda menina. Eu poderr virr amanha á mesm’horra fallarr com menina aqui?
—E para que quer o sr. estrangeiro fallar comigo? É porque está apaixonado pela señorita e deseja saber noticias...
—Nó! É por gostarr de menina.
—O sr. estrangeiro está a caçoar com uma pobre rapariga!...
—Caçoarr! Nó! Eu virr amanhã mesm’horra. Linda menina, fazerr favorr esperrar mim?