Entregar o poder? Mas, segundo a logica das indicações constitucionaes, deveriam entregal-o aos vencedores. Teriamos pois um ministerio, quero dizer uma direcção de creanças.
Fugir á vergonha que os cobria? Mas os directores precisavam tomar banhos de mar, e não tinham ainda a sua conta.
Ficar, permanecer? Sim... talvez. Houve quem lembrasse que governar era transigir.
Para ganhar tempo, transigiu-se.
Um dos directores tomou para si o papel de duque de Avilla:
—Fiquemos, e conversaremos depois.
Entretanto, a revolta victoriosa campeava em pleno salão. Passavam rapidamente, nas voltas da valsa, por deante dos dois arcos da porta, meninas de dez annos bailando com meninos de doze. E os pares adultos passaram a ser n'essa noite verdadeiros pares de galão branco, tendo apenas as honras de valsistas, porque na realidade não pudéram dançar.
O boato da victoria dos pequenos correu rapidamente por todas as casas.
Creanças de dois annos fizeram perrice, choramigaram, gritaram que as levassem ao Club,—para valsar.
—Pelo amor de Deus! supplicavam os directores.[{87}] Que não venham mais creançcas! Isto é uma inundação de pequenos!