De subito o colhia o somno, quando a aurora vinha descendo á terra, para reanimar as flores pendidas durante a noite...
S. João adormeceu
Nas escadas do collegio.
Depois, quando acordava, corria a procurar a sua felicidade ainda absorto nas visões do sonho...
O S. João, d'onde vindes
Pela calma, sem chapéo?
Outras vezes, porque o somno era mais breve ou o sonho era maior, despertava pouco depois de ter adormecido, e as moças, que ao entreluzir da manhã abriam as janellas do casal, iam-lhe perguntando de casa a casa:
O S. João, d'onde vindes,
Que tanto estaes orvalhado?
Viveu rodeado de mocidade, das alegrias da primavera e das maguas dos vinte annos,—maguas que são fecundantes como os chuveiros d'abril.[{209}]
Ora as moças lhe chilriavam em torno as alegrias dos seus desejos:
S. João, as moças hoje
Vos pedem que as caseis;
ora o procuravam para que lhes désse aquellas flores mysteriosas que trazem allivio a penas d'amor: