—Pois não morres, não, respondia Rosinha, abafando a sua dôr.
N’esse dia, trinta de março, estavam Maria Luiza e Eduardo Valladares na alameda da Mãe d’Agua. Acompanhara-a elle, dando-lhe o braço. Rosinha sentou-se a distancia.
Á sombra das copadas arvores andavam armando aos passarinhos umas creanças, filhas de duas familias inglezas, que do Porto, onde ainda hoje residem, tinham ido passar alguns dias no Bom Jesus do Monte.
Andavam estas creanças folgando em commum divertimento. Quando uma avesinha incauta descia a pousar na varinha traiçoeira, e ficava presa no visco, sahiam os pequenos de trás dos troncos afastados, chalrando alegremente n’uma linguagem que a plumosa victima devia entender, visto ter dito Carlos V que o inglez é para se falar aos passaros.
Depois de prêsa a ave, armavam de novo, tornavam a esconder-se, e trocavam-se ordinariamente no esconderijo estas phrases com intervallos sempre deseguaes:
—Be silent...
—It is coming...
—It has perched...
—It is caught!
O mysterioso dialogo das impiedosas creanças orça por isto em portuguez: