Volveu ella:—«Flor dos valles,
Dá-me, em paga, do teu calix
A seiva, o licor, o mel...»—
Assim nós tambem. N’um dia
Sob a aza da poesia
Dormiste e sonhaste, ó flor.
Eu, namorado e poeta,
Hei de ser a borboleta,
Tu a rosa; o mel, o amor...
Voltou-se surprehendida Maria Luiza como a procurar nas sombras do arvoredo o apaixonado fauno que furtivamente viera requestar com incendidos madrigaes a nayade formosa; o mesmo foi encarar no moço enamorado, que procurava lêr nos olhos d’ella a impressão dos versos, e que sentira esvahidas as fôrças quando tentou fugir d’aquella suavissima prisão que alli o tinha como galvanisado.