—E não iremos mais ao Bom Jesus? ousou perguntar Eduardo.

—Iremos; menos vezes. Eu tambem gosto d’aquelle passeio, e sinto que me faz bem. Mas não se cifram no Bom Jesus os sitios bonitos dos arrabaldes. Has de gostar tambem das margens do Cávado.

—Mais que do Bom Jesus?

—Não sei.

—Ah! mais que do Bom Jesus acho que não posso gostar.

D. Maria d’Assumpção foi ter com o marido e disse-lhe:

—Este rapaz é magico, não quer sahir!

—Deixa-o lá, elle se aborrecerá d’estar em casa.

—Não é tanto assim, homem de Deus! É preciso distrahil-o, aconselhal-o com brandura, que é filho de nossa filha. Domingo havemos de tornar ao Bom Jesus.

—Mas que empenho tens tu em andar a passear o rapaz?