É por isso que fomos encontrar Maria Luiza á beira do leito da pobre irmã como a mais solicita e dedicada enfermeira que jámais houve.

É por isso que pudemos vêl-a, a ella, a inquieta toutinegra, ajoelhada sobre o tumulo querido, como o anjo da saudade, orvalhando-o de abundantissimas lagrimas.

É por isso que a admiramos no momento de confiar o seu coração, immaculado e puro, ao homem que revelava, nos éstos d’uma paixão impetuosa, um coração egualmente puro e immaculado.

É por isso que teremos de contemplal-a...

Corre-nos obrigação de deixar a phrase incompleta. O romancista não pode accelerar a marcha dos acontecimentos com uma especie de velocidade electrica. Tem o dever de ser methodico e nós, que tentamos o primeiro passo no caminho do romance, devemos respeitar as tradições até hoje seguidas pelos fazedores de novellas veridicas e não veridicas.

O que devemos dizer é que Eduardo Valladares e Maria Luiza se carteavam quasi diariamente.

As dulcissimas phrases que se mutuavam adivinha-as o leitor.

Os namorados—especialmente os namorados como Maria Luiza e Eduardo Valladares—fazem lembrar aquelles celebres habitantes de que fala Camões:

Contam certos auctores

Que, junto da clara fonte