Rosinha respondeu, reprimindo impetos d’alegria:

—Viemos á noitinha, não te lembras?

—Não me lembrava, disse a doente. O que sei é que foi hontem. Foi tão comprida esta noite!

Quando veiu o medico, jubilou com a boa nova da doente ter dado accordo de si e perguntado a que horas vieram do Bom Jesus, suppondo que tinham lá estado no dia antecedente.

—Ella tem razão, disse o doutor. Desde que veio de lá não tem vivido... Todavia é uma grande esperança.

No dia seguinte, a viuva Machado e Rosinha choraram d’alegria ao ouvir este prognostico do facultativo:

—Creio que posso dizer que está salva, apesar de ter ainda doença para longo tempo. Cumpre haver o maximo cuidado no tratamento. Não lhe dissipem sobretudo o engano a respeito do dia em que esteve no Bom Jesus.

Momentos depois recebia Eduardo Valladares as seguintes linhas:

«Diz o medico que está salva. Agradeçamos a Deus, meu amigo».

Estendeu-se pelo mez de fevereiro a longa convalescença de Maria Luiza. Eduardo Valladares recebia todos os dias palavras da mão de Rosinha convidando-o a confiar da misericordia de Deus a solução d’uma crise que Elle visivelmente favorecia com as melhoras de sua irmã.