«Tenho licença para sahir hoje pela primeira vez. Emfim! Vou com minha mãe e com Rosinha. Ao meio dia apparece, como quem anda passeando, perto da quinta de Infias. Não faltes.»

Maria Luiza chamou a irmã para fazer chegar o bilhete ao seu destino. Rosinha ficou inquieta. Tinha occultado a morte do bacharel e a sahida de Eduardo para o Porto. Revelar a verdade era alancear o coração de Maria Luiza; continuar a occultal-a seria o mesmo que não explicar a falta de Eduardo no passeio a Infias.

—Está decerto agora nas aulas e talvez o não possa receber...

—Não me disseste outro dia que elle tinha recebido bilhetes teus no Seminario?

—Sim... disse. Mas se estiver nas aulas... Eu vou mandal-o... oxalá que ainda vá a tempo.

Quando sahiram, Rosinha levava o coração opprimido.

—Vaes triste? notou Maria Luiza.

—Não vou; ir calada não é ir triste.

—Tens razão.

Chegaram a Infias.