—Não! nunca! respondeu elle um pouco atrapalhado.

Jámais eu o tinha visto, em nenhum caso da sua vida, tão contrariado como naquelle momento.

—Aquelle pé—pensei eu—é talvez uma recordação para elle.

Mas reflexionei. A dama era, relativamente, nova. Podia ser filha do Seabra.

—Será talvez filha?

E architectei um antigo romance de amor, que tivesse deixado ao Seabra uma filha natural.

Se fosse assim, eu poderia conseguir talvez que elle me contasse o seu romance.

Tentei o assumpto.

—Mas então, meu caro sr. Seabra, porque perdeu esta occasião propicia?

—Não! nunca! tornou elle a responder.