—Cá na Murgeira não é o senhor capaz de tirar da cabeça a ninguem que foi a alma do Zé Ratinho que na propria noite em que elle morreu, por volta das duas horas, esteve tocando guitarra.
—Venha d'ahi, dizia-me o tenente, vamos almoçar.
Subimos para a charrette. Já com as rédeas na mão, o tenente, muito chalaceador, perguntou-me:
—Então os saloios ouviram a alma do Zé Ratinho{164} tocar guitarra, na noite em que elle morreu?!
—Ouviram.
—Pois... quem tocava guitarra era eu.
—Você?!
—Eu, sim. A Libania estava muito triste, e eu vim de Mafra dizer-lhe coisas. Ficou mais alegre. Quando vinha embora, dei as rédeas ao impedido, e vim tocando guitarra. Mas pensei que elles não tivessem ouvido...
—Jura que isso é verdade?
O tenente olhou para mim: