Teve sobeja razão o Leotte para nos communicar cheio de assombro que a sua descoberta, segundo as ultimas revelações da Rosa, excedia a que eu acabava de fazer.

O que iria elle contar? Coisas realmente espantosas.

Dissera-lhe a Rosa que seu pai, D. Alvaro de Alarcão, era natural da Beira Alta.

—Então a menina nasceu lá? perguntára-lhe o Leotte.

—Não, senhor. Eu nasci no Porto.

—Como foi então isso?

—Meu pai, que era morgado...

—Morgado de que?

—De Muxagata.

—De Muxagata?! Está bem certa d'isso!?