De dentro disseram-nos n'essa occasião que a doente estava melhor.

Para ser amavel, lamentei ao telegraphista que os deveres do seu cargo o obrigassem a estar ali preso n'um dia de festa em Thomar.

Elle sorriu-se e respondeu:

—Eu nem dou pela festa. Detesto isto, não saio nunca de casa, não passeio, não ando.

Instantes depois dizia-me ao ouvido um dos nossos companheiros de viagem:

—Pois, sr., tem bom gosto o homem! Prefere estar em casa a contemplar o monstrosinho das bellezas!

E eu respondia-lhe no mesmo tom discreto:

—Aqui ha romance, se ha!

O meu amigo sorriu-se e respondeu:

—O que ha por força é tolice.