Augusta queixava-se de dôres vagas; e tossia.

—Fujamos de Londres! disse Graça Strech fitando a filha com atormentado semblante.

Em França os soffrimentos continuaram, se bem que a menina, para não desalentar o pae, procurasse animar-se d'uma alegria que por bastante transparente deixava entrever o disfarce.

Seguiram para Italia. Enflorava-se a formosa do Mediterraneo com as galas da primavera de 1825.[{187}]

Caminho de Florença nos ultimos dias de março, colhera-os ao entardecer a tempestade no caminho. Tiveram de estugar o passo para recolher-se no albergue de Pistoja. A menina chegou anciada, e afogueada das faces. Deitou-se logo. O pae, atordoado como ebrio, não a desamparou em toda a noite. Pela manhã, Giovanni foi poisar a harpa ao pé do catre. Augusta reprehendeu-o. Disse que no dia seguinte tocaria. Veiu o outro dia, vieram muitos, e a menina nem queria erguer-se nem ver a sua harpa.

—Então já não és como os passaros? perguntou o pae com voz que mal podia romper através das lagrimas.

Augusta viu chorar o pae, e disse para Giovanni:

—Os passaros tambem cantam no ninho: vai buscar a harpa.

Tirou alguns sons, e não pôde continuar.

D'ahi a trez dias chamou de novo Giovanni e disse-lhe: