Deixar lá o poeta dizer que as margens do Tamega eram frias n'aquelle tempo. Os poetas dizem tudo, e tudo podem dizer...[{82}]
[6] «Historia antiga e moderna da sempre leal e antiquissima villa de Amarante». etc., por P. F. de A. C. de A.—1814, pag. 54.
[7] «Historia geral da invasão dos francezes em Portugal», por José Accurcio das Neves. Tomo I, pag. 282.
[8] Veja-se Elogio de Silveira, pelo padre mestre dr. fr. F. de S. T., e Silveira, poema por J. S.
X
A hora do resgate
Quatorze dias durou, como dissémos, a heroica defeza da ponte d'Amarante.
Foi aquella uma proeza que requeria desfecho condigno, o que infelizmente não aconteceu. Reforçado o inimigo ao decimo terceiro dia de combate, e animado pela presença do marechal Soult, preparou-se para uma lucta decisiva, que o nevoeiro com que amanheceu o dia seguinte viera inesperadamente coroar.
Perdidos os nossos na cerração da metralha e da neblina, e atacadas pela rectaguarda algumas baterias, tiveram de abrir passagem por entre uma densa floresta d'armas, marchando em retirada para Mezão Frio e Campeã, a tempo que o general Silveira recuava para Entre-os-Rios.