—Estes meninos téem uma tia no Porto, bem casada, supponho eu.

A sr.ª D. Anna respondeu promptamente:

—Téem, é certo, mas as nossas relações estão cortadas.

Não pude então reprimir uma expansão que me desafogou o animo:

—V. Ex.ª está pois convencida de que estes meninos téem uma tia no Porto?

—Estou, sim, senhor.[{30}]

—Tambem eu, minha senhora.

O sr. Carvalho interveio na conversação, pondo-se a pé e dizendo com grande hombridade:

—Negal-o foi uma loucura.

Achei que era chegado então o momento opportuno de arrancar a mascara que me constrangia.