S/C do Vinhal, 16-9-900.»
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Os jornaes do norte do paiz, noticiando a morte de Jorge Castello Branco, logo fizeram sentir que, tendo cessado com a sua vida a pensão, os netos de Camillo ficavam quasi reduzidos á miseria.
Dizia o correspondente de Famalicão para O Commercio do Porto:
«FAMALICÃO, 12.—Em S. Miguel de Seide sepultou-se hoje Jorge Castello Branco, ultimo filho do finado romancista Camillo Castello Branco.[{41}]
«De ha muito que o seu viver era o de um verdadeiro louco, temendo todos e passando os dias n'um aposento sem o convivio de pessoa alguma. O seu fallecimenio foi um verdadeiro desastre para seis netos do grande romancista, pois que a pensão que o governo dava ao finado custeava tambem a educação das creanças, que agora ficam ao desamparo.—(M. G.)»
Escrevia o Lusitano, de Famalicão, no mesmo dia 12:
«Acaba de fallecer em Seide o filho mais velho de Camillo Castello Branco, o pobre louco tão amado pelo immortal auctor do Amor de Perdição e tantas outras joias que hão de fulgurar seculos em fóra, na litteratura nacional.
«Ha muito que o Jorge, doido, doido desde tenra idade, fugia completamente do convivio social.
«Vimol-o ha semanas, pela ultima vez que veio á villa, causando immensa pena a precocidade da sua velhice e, mais nos commovemos ao attentarmos no seu perfil, que muito se parecia com o de seu pae.