Eu tinha necessidade de commentar esta transcripção para explicar o meu procedimento.
Se, immediatamente á minha visita á familia de Seide, não publiquei no Popular as impressões que ali recebêra ao observar de perto a vida dos netos de Camillo e, portanto, a justiça da sua causa, foi porque logo fiz tenção de me occupar do assumpto com maior desenvolvimento do que aquelle que poderia dar-lhe n'um ou dois artigos de jornal.
Desobrigo-me agora do compromisso que tomei comigo mesmo.
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Poucos dias depois de ter lido a noticia do Lusitano, acima transcripta, recebi do sr. Rodrigo Terroso, jornalista distincto e escrivão-notario na comarca de Famalicão, uma carta relativa ás impressões que eu teria trazido de Seide e ao que eu estaria disposto a fazer em favor da pensão.
Respondi na volta do correio, e o teor da minha resposta resalta da seguinte noticia que O Lusitano publicou no dia 3 de setembro:
«Ao director politico d'esta folha que acompanhou, particularmente, perante o sr. Alberto Pimentel o pedido feito aqui ha oito dias em favor dos netos de Camillo, respondeu, de prompto, o apreciavel escriptor e jornalista com uma carta, que é a promessa solemne de intervir no sentido rogado.[{46}]
«... fui expressamente a Seide para me orientar na questão da pensão aos netos de Camillo.
«Na proxima legislatura trabalharei por conseguil-o, no que espero ter o auxilio de Antonio e José de Azevedo.
«Não farei parte do parlamento, mas envidarei os maiores esforços possiveis junto do parlamento e do governo.»