«É solemnissima a promessa. Fiamos de que será cumprida. Sobre dar-se com o sr. Alberto Pimentel a circumstancia de haver sido dos amigos mais sisudos de Camillo, accresce que o distincto escriptor lisbonense conhece, ao presente, em pessoa, a justiça da causa, que tanto tem merecido as nossas sympathias. E dizemos assim porque ainda ninguem a advogou com tão fervente empenho como nós, que fomos, até, o primeiro a patrocinal-a. Consta isso de correspondencias que o Primeiro de Janeiro publicou logo a seguir á morte do Jorge, sem falar no pedido directo que, immediatamente, apresentamos ao sr. conselheiro Antonio de Azevedo, sobrinho de Camillo, muito apreciado por este. E que o notavel homem publico trabalhou n'esse sentido, mais seu irmão sr. conselheiro José de Azevedo, disse-o, poucos dias decorridos, um telegramma para o Diario da Tarde, confirmado, simultaneamente, por algumas gazetas de Lisboa.

«O sr. Alberto Pimentel affiança-nos a intervenção d'estes dois auxilios. Pois é caso para nos julgarmos felizes com a felicidade certa dos netos de Camillo.[{47}]

P. S.O Regenerador refere-se, sobre o mesmo motivo, a uma carta antiga do sr. José de Menezes ao sr. Alberto Pimentel. Era o sr. Menezes um dos amigos de Camillo. Não sabiamos que tinha intervindo. Fel-o e procedeu cavalheirosamente. Está na reconhecida correcção de s. ex.ª».

Trabalhemos todos—todos os que veneramos a memoria de Camillo—sem excepção de ninguem, no empenho de vencer esta causa santa, que a Justiça inspira e que o Patriotismo recommenda.

É uma divida nacional, que tem de ser paga. Somos todos devedores; honremo-nos pagando.

*
* *

A Sr.ª D. Anna Corrêa cumulou-me de amaveis deferencias logo que o meu disfarce cahiu. Uma d'ellas, a que mais encantado me deixou, foi a gentileza de me obzequiar com os dois quadrinhos, os retratos de Gautier e Karr, que estavam na saleta contigua á alcova de Camillo.

Se bem que um pouco damnificados pela acção do tempo, como se póde vêr na reproducção, elles representam para mim um valor inestimavel.

Fil-os authenticar com a seguinte declaração, que mandei imprimir e collar no tampo da moldura:

«ESTE QUADRO ESTAVA NO QUARTO DE»
«CAMA DE CAMILLO CASTELLO BRANCO EM»[{48}]
«S. MIGUEL DE SEIDE. FOI-ME DADO ALI PELOS»
«SEUS HERDEIROS, A 20 DE AGOSTO DE 1901,»
«NA PRESENÇA DO SR. ADRIANO DE SOUZA»
«TREPA, DE SANTO THYRSO, E FRANCISCO»
«CORRÊA DE CARVALHO, DE SEIDE.—ALBER-»
«TO PIMENTEL.»