[«... a cêrca do antigo mosteiro de Landim.»]

Este mosteiro era de conegos regrantes de Santo Agostinho. Dizem-n'o fundado por Dom Gonçalo Rodrigues Palmeiro, senhor do couto da Palmeira.

Na inquirição que o Cardeal D. Henrique mandou fazer sobre mosteiros de Entre-Douro-e-Minho, o de Landim é designado como sendo a de Nossa Senhora de Namdim.

O conde D. Pedro, em seu Nobiliario, tambem diz Namdim.

PAG. 15

[«o monumento commemorativo da visita de Castilho, «principe da lyra portugueza», a S. Miguel de Seide, em julho de 1866.»]

As relações de amizade entre Camillo e Castilho começaram em 1854, no Porto. Foi nesse anno e n'aquella cidade que pela primeira vez se encontraram os dois em casa do Sr. Antonio Bernardo Ferreira, que então morava na rua da Boavista (casa da familia Garrett) e que organisou em honra de Castilho um sarau literario. Camillo recitou versos de Um Livro.

N'uma carta particular, enviada para Lisboa, dizia Castilho,[{58}] relatando o que se passára naquelle sarau: «Camillo Castello-Branco, poeta e prosador de elevado merito, etc.»

Julio de Castilho, publicando trechos d'esta carta, commenta a referencia a Camillo dizendo que essa amizade, então começada no Porto, ficou cimentada para sempre. (O Instituto, de Coimbra, n.º 9, vol. 48.º)

Foi Camillo, guia dos meus primeiros passos na vida literaria, quem me ensinou a amar Castilho.