Depois, em Lisboa, muitas vezes Thomaz Ribeiro me disse que possuia um retrato meu aos dezeseis annos.
Certamente lh'o offereci, mas não me lembro quando, e não conservo hoje nenhum exemplar d'essa photographia.
Quando foi que eu vi pela primeira vez o auctor do D. Jayme? D'isso me lembro muito bem. Foi no Porto, no escriptorio do Primeiro de Janeiro, cuja redacção permanente era então apenas constituida por duas pessoas, Francisco Gomes Moniz e eu.
Nós dois faziamos tudo, menos o artigo de fundo, que ia de Lisboa, e era escripto por Latino Coelho.
Thomaz Ribeiro, tendo chegado ao Porto e entrado na casa Moré, disse ao gerente da casa, o illustre José Gomes Monteiro, que me queria visitar.
Monteiro, que me estremecia, ficou contentissimo, poz logo o seu chapeu e subiu, apesar de velho e doente, a rua de Santo Antonio, depois a ingreme escada da redacção, para me levar Thomaz Ribeiro.
Foi um dos dias felizes da minha vida literaria.
Desde então mantive com Thomaz Ribeiro as mais cordeaes relações de mutua estima.
As amizades velhas são como o cimento solidificado: não quebram facilmente.[{69}]