«Era noite de festa. Na pequena aldea de *** ouviam-se cantos festivos; e a voz das aldeãs competia com as rabecas e os clarinetes.

«Passava-se isto em uma casa de campo. As seis janellas da frontaria jorravam luz, e a porta da entrada por onde se subia por larga escadaria de pedra, estava afestoada de rosas e hortensias».

Era o sarau campestre, o serão minhoto, em honra de Castilho, na quinta de Seide.

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[«Foi ali que essa linda mulher, de formas esculpturaes...»]

A proposito de D. Anna Placido, referirei um pormenor que me foi contado recentemente.

O seu casamento com o grande escriptor esteve para realizar-se em Santo Thyrso, aonde ambos chegaram a ir para esse fim. Ali se demoraram dois dias, á espera que o conego Alves Mendes viesse do Porto com os documentos que eram necessarios. Só o abbade de Santo Thyrso, reverendo Joaquim Augusto da Fonseca Pedrosa, estava na[{75}] posse d'este segredo; ninguem mais, n'aquella villa, o sabia. Mas houve demora na camara ecclesiastica do Porto, e o conego Alves Mendes não pôde obter os papeis tão depressa como desejava. Por este motivo, Camillo e D. Anna Placido retiraram de Santo Thyrso. O casamento veio a celebrar-se no Porto, como já tem sido dito.

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[«Em 1892 o Nuno, estando nós na Povoa, mostrou-me V. no Café Chinez.»]

Foi n'esse anno, e na Povoa, que eu vi o visconde de S. Miguel de Seide pela ultima vez, quando já a questão do Protesto nos tinha inimistado.