Para fazer justiça ao valor dos seis campeões, foram passeiados, todos, pelas ruas de Paris, em triumpho, ao som de trombetas e acclamações enthusiasticas.

Ora estes tres nomes, mudado Alvares para Alvaro, correspondem justamente aos{146} dos tres cavalleiros da familia Almada: o pai e os dous filhos.

E o appellido de Gonçalves poderá talvez explicar-se por confusão com o do Magriço, que, como sabemos, se chamava Alvaro Gonçalves (Coutinho).

Vimos como Alvaro Vaz de Almada fôra com seu pai a Inglaterra levantar armas para a guerra de Ceuta. Naturalmente tambem iria Pedro de Almada. O pai estava na côrte de Henrique V em setembro de 1414, como consta do Quadro diplomatico, e Alvaro ainda alli estava em Janeiro de 1415.

A commissão requeria brevidade, porque D. João I queria partir para Ceuta, e não me parece provavel que a familia Almada se demorasse então em França a combater gascões.

Mas é possivel.

O que é provavel é que Alvaro Vaz de Almada, e seu pai, e seu irmão, na Inglaterra,{147} na França ou mesmo na Allemanha, onde Alvaro Vaz se encontraria mais tarde com o infante D. Pedro, praticassem, collectiva ou individualmente, algum feito galante em honra das damas, tomassem parte em qualquer dos torneios cavalheirescos, que eram n'aquella época frequentes.

Após o combate entre os tres portuguezes e os tres gascões, houve um duello entre outro portuguez e um cavalleiro bretão, de appellido La Haye, na presença de Carlos VI.

«Foram, diz Vulson de la Colombière, por ordem do rei igualmente honrados, comquanto se diga que La Haye obteve vantagem».

Reiffenberg dá noticia de que D. João I convidára muitos cavalleiros francezes para um torneio em Lisboa[[79]].{148}