Resumirei, quanto me fôr possivel, o quadro genealogico de Alvaro Vaz de Almada.
D. Sueiro Viegas Coelho, fidalgo de velha estirpe, teve dois irmãos e uma irmã. D'elles, o mais velho foi frade; o outro, Gonçalo Magro, continuou-se n'um filho bastardo, Lourenço Gonçalves, que casou com D. Thereza Godins.
D'este casamento houve dois filhos, um dos quaes, Vasco Lourenço, teve por successor João Annes de Almada, que foi chamado o Grande, e foi védor da fazenda d'el-rei D. Pedro e d'el-rei D. Fernando.
É com este cavalleiro, que por seu bom conselho, reflectida experiencia, alta posição{16} politica e apparatosa apresentação[[1]] mereceu o cognome de Grande, que principia, na sua familia, o appellido de Almada, pelo facto d'elle ser natural d'aquella villa.
Diz D. Antonio de Lima, no Nobiliario, que João Annes fôra por duas vezes enviado ao estrangeiro como embaixador, e que por lembrança sua mandára o rei D. Fernando começar a cêrca nova de Lisboa[[2]]. Ferdinand Denis tambem se refere a este facto[[3]].{17}
Casado com D. Urraca Moniz, deixou um filho, Vasco Lourenço de Almada, que foi o instituidor do morgado da sua familia na villa do mesmo nome, e que morava em Lisboa nos seus paços de Valverde[[4]], junto ao Rocio.
Este Vasco Lourenço teve um filho e uma filha.
O filho, João Vaz de Almada, casou com D. Joanna Annes, de quem houve uma filha, e dois filhos: Pedro Vaz de Almada, primogenito; Alvaro Vaz de Almada, que por morte do irmão herdou o morgado instituido pelo avô[[5]].
Merece chronica a vida de João Vaz de Almada, pai de Alvaro Vaz.{18}
Foi feito cavalleiro por D. João I depois da batalha de Aljubarrota[[6]].