E parámos; e ouvimos ao longe
Tinir d'armas, correr de corceis,
E o confuso bradar d'infiéis,
Restrugindo os seus gritos de dor...

D. PEDRO.

Subterraneo caminho os salvava
Das espadas dos nossos fiéis,
Quando inuteis alfanges, broqueis
Lhes tornára profundo terror...

D. HENRIQUE.

O que ao mouro no trance tremendo
De destino cruento remiu,
Esta noite, a quem nunca mentiu
De mentir uma vez salvará.

D. PEDRO.

Com grande jubilo.

Oh sim! sim! Velae guardas de Ceuta!
Outras portas o amor nos abriu;
Nossa estrella dos céus nos sorriu;
O caminho, o caminho é por lá!

D. HENRIQUE E D. PEDRO.

Noite placida e formosa,
Noite grata a um vivo affecto,
Para nós no torvo aspecto
Te deslisa almo prazer!
Bella noite silenciosa,
Sê propicia ao nosso intento;
Com teu véu cobre o momento
Do partir e do volver!