SCENA III.

Sala nos paços do wali Bensalá n'uma aldeia das vizinhanças de Ceuta. Um candelabro, que derrama uma luz frouxa, pendente do tecto. No fundo, sobre uma especie de coxim elevado, Gulnar reclinada. Côro de donzellas arabes cantando ao som de harpas.

CÔRO.

Dorme, dorme desgraçada!
Dorme, filha do wali!
Possa o somno sobre ti
O consolo derramar.
Quando dormes é teu gesto
Brando e meigo qual de huri;
Mas vingança nelle ri
Ferozmente ao despertar.

GULNAR.

Erguendo-se lentamente.

Oh, como é doce o som de vossas harpas,
Desterradas de Ceuta!.. Adormecestes
Um pouco minha dor. Senti correrem
Destes olhos as lagrymas... Ai! breve,
Repentino terror veio enxuga-las.
Meu pae... Que diz Levi?

CÔRO.

Oh Deus!

GULNAR.