Pela vossa alma dizei,
De que procede tal susto,
Que a meu pesar vos causei?

Que, pelos céus o asseguro,

É verdadeiro este amor.
Não me fujaes, bella dama:
Não ha de que ter pavor.

De esposo, se vós quereis,

Dar-vos-hei, contente, a mão:
Sereis dona de um castello,
Dona do meu coração.»

—Dom Sueiro, oh dom Sueiro—

Tornou a dama formosa—
Eu sei quem és, qual teu nome,
E eu seria tua esposa:

Mas como crer nos teus dictos,

Dictos de homem fraudulento?
Conheço tuas perfidias,
E qual é teu vil intento.

Dês que morreu dona Dulce,