Á maldade perpetrar,
Desprezou o da direita
Para o maldicto o enredar.

«Fóra cão!—ao camponez

Grita o conde esbravejando—
Quando não, com mil diabos,
Soltar-te a matilha mando.

Álerta, socios! O açoute

Pelas orelhas chegae-lhe;
E que sou fiel ás juras
Dessa maneira provae-lhe.»

Dicto e feito. O conde salta

Por cima os vallos fronteiros;
E atrás delle, estrepitando,
Homens, cavallos, balseiros.

O tropel, com grita horrenda,

Pisa e destroe a seara;
Que ninguem do lavrador
Dorido choro escutára.

Pelo estridor acossado,