Nos paços dos senhores!

Eu jámais consagrei hymno mentido

Da terra aos oppressores.

Mal haja o trovador que vae sentar-se

Á porta do abastado,

O qual com ouro paga a propria infamia,

Louvor que foi comprado.

Deshonra áquelle, que ao poder e ao ouro

Prostitue o alaúde!

Deus á poesia deu por alvo a patria,