Aroma delicado,

Quando és por leve aragem sacudido,
Em ti minha alma a eterna cruz adora.

Oh mar, que vais quebrando

Rolo após rolo pela praia fria,
E fremes som de paz consoladora,

Dormente murmurando

Na caverna maritima sombria,
Em ti minha alma a eterna cruz adora.

Oh lua silenciosa,

Que em perpetuo volver, seguindo a terra,
Esparzes tua luz ameigadora

Pela serra formosa,

E pelos lagos que em seu seio encerra,
Em ti minha alma a eterna cruz adora.