O CANTO DO ADAÍL.

Quando, ao longe, nos campos d'Arzilla,

Alvejava do mouro o albornoz,
E corria, e corria veloz
O ginete de Bellamarim;

Quando o esculca, saído da villa

Da manhã ao primeiro fulgor,
Não podendo a atalaia transpôr,
Vinha ás portas bater de Çafim;

Quando em Tanger, a forte, se ouvia

De armaduras continuo tinir,
E nos ares se via luzir
O montante, a acha d'armas, e o criz;

Quando em Ceuta vencida se erguia

Sobre o alcacer pendão português,
Contra o qual na mesquita de Fês
A gazúa prégava o caciz:

Quando Alcacer-Ceguer, a viçosa,