Que em vergeis se reclina gentil,
Pela noite fragrante d'abril
D'entre os robles sorria ao luar;
Porque, rico de presa formosa,
Já voltou nobre alcaide christão,
E inda ao longe de incendio o clarão
Tinge o céu sobre um triste aduar:
Nossa estrella era então esplendente;
Nosso nome era um som do terror;
Nossos paes conduzia o Senhor,
Qual Judá d'entre a sarça do Horeb.
Portugal, oh leão do occidente,
Tu rugias á beira do mar,
E o teu grito cá vinha troar
Temeroso no ardente Moghreb:
Era o tempo dos crentes e ousados:
Era o tempo da gloria da cruz!
Ora contam-se as páreas d'Ormuz;
Tem só nome Cochim, Calecut!
E esses muros d'Arzilla, regados