E a flor, ebria de gloria, á luz fervente,

Desabrochou-a o sol.

O sôpro matutino
No seio seu pousára:

Prostituida á luz, fugiu-lhe a brisa,

Que a linda rosa amára.
Bella se ostenta um dia;
Saúdam-na as pastoras;

Dão-lhe mil beijos, gorgeando, as aves;

Voam do goso as horas.
Lá vem chegando a noite,
E ella empallideceu:

Incessante prazer mirrou-lhe a seiva;

A rosa emmurcheceu.
Desce o tufão dos montes,
Os matos sacudindo;

Desfallecida a flor desprende as folhas,