Laura, surprehendida e interrogando-o com o olhar, interrompeu-o:
—E se assim fosse!
—Bravo! Já vejo que acertei! Pois está combinado! Ámanhã, no concerto...
—Ah! o senhor canta no concerto d'ámanhã? perguntou a viscondessa.
—Canto. Foi para isso que vim a Saint-Malo... Ámanhã será para mim uma desconhecida. Prometto-lh'o sob minha palavra d'honra.
—Obrigada.
—E agora que está certa da seriedade das minhas intenções, deixe-me dizer-lhe rapidamente, antes que... seu marido volte, o que vim fazer aqui, porque vim exclusivamente por sua causa.
—Por minha causa? repetiu Laura como um echo.
—Não me refiro precisamente á ilha de Cézambre. A estes rochedos conduziu-me apenas o acaso, a minha boa estrella. Esta manhã propozeram-me um passeio até á ilha, que me affiançaram ser extraordinariamente{212} pittoresca. A tempestade reteve-nos por mais tempo do que desejavamos. Mas a Saint-Malo, vim exclusivamente por sua causa, repito.
Em seguida a uma pausa calculada, o tenor ajuntou: