Ao abrir a portinhola, o tenor disse-lhe:

—Mas diga-me, cara mia...

—Senhor, respondeu Laura com dignidade, já nos cumprimentámos. Como vê, estou só e o senhor é um homem sufficientemente bem educado para não me acompanhar por mais tempo.

E subiu lestamente para a carruagem.

Lauretto cumprimentou-a, mordendo os labios.

Deitou fóra o charuto e tomou logar n'outra carruagem, murmurando por entre dentes:

—Tu me pagarás, vibora!

Quando o comboio estava proximo da estação de Dol, o tenor escreveu algumas palavras a lapis n'uma folha da carteira, rasgou essa folha, e, logo que o comboio parou na estação, apeiou-se, chamou um empregado a quem entregou o papel e uma moeda de cinco francos, dizendo apenas:

—Para o telegrapho.

O telegramma era concebido da seguinte fórma: