—Pois não é verdade que é absurdo fazer barulho por causa d'um beijo?

Caminhou para ella ao acabar de pronunciar aquellas palavras.

Laura abriu rapidamente com a mão esquerda a gaveta da secretaria, pegando, com a direita, n'um objecto que estava dentro.

E repentinamente, como Lauretto se approximasse mais, visou-o com um revolver que acabava de engatilhar.

—Se dá um só passo mais, mato-o! gritou ella.

Lauretto empallideceu horrivelmente.

Mas replicou, tentando sorrir-se:

—Suppunha-te mais sensata. A menos que não estejas brincando...

—Prohibo-o de me tratar por tu, disse Laura ameaçando-o novamente com o revolver.{304}

—Perdão, sr.ª viscondessa, respondeu o miseravel inclinando-se com afectação, para dissimular o estremecimento que lhe percorreu todo o corpo. Não considero de bom gosto ameaçar com um revolver um homem desarmado, entretanto...