--Ah! o papae!
O negro ficou só, e Jorge sorriu-se, dizendo:
--Olha que te canças, doidinha!
A filha do cabinda transpoz rapida o espaço que a separava de Jorge, e apenas se achou junto d'elle, fez dos braços um collar, com que lhe prendeu o pescoço, e começou a cobril-o de beijos carinhosissimos, a que elle correspondia em visivel expressão de jubilo e de ventura.
Eram os beijos da flor ao tronco onde nascera! eram os affectos gerados pelos laços mysteriosos do sangue!
Que beijos aquelles! que affecto se não desdobrava alli!
--Mausinho, que me deixou hoje jantar só, queixou-se ella com fingido agastamento.
--Tive muito que fazer, filha. Mas déste o teu passeio até ao lago, não?
--Dei, papae, acompanhou-me o cabinda.
O negro chegava n'este momento, diringindo-se a Jorge: