--Tão entretido, cabinda! disse Magdalena approximando-se.
--A minha filha! exclamou o negro, depois de se volver admiradissimo, com um sorriso d'intima alegria a pairar-lhe no semblante.
--Então? volveu ella. Julgas que só tu te levantas com o sabiá das laranjeiras?
--O negro não esperava a senhora moça, não. A sua benção.
--Quero que vás á cidade.
--Ao branco? perguntou elle com rapidez.
--Sim. Vais levar este bilhete ao senhor Luiz, mas has de entregal-o só a elle, ouviste?
--Descance a minha filha, o negro vai já.
E depois, como recordando-se d'alguma coisa passada, o negro continuou:
--Oh! o cabinda bem dizia, que o branco dos sonhos da senhora moça havia de chegar. É elle; o branco veiu e a minha filha gosta do branco.