O primeiro d'estes elementos de construcção e de composição technica estuda-se nos classicos; o segundo nas obras dos grandes escriptores. Este, porém, deve-o sobretudo estudar o poeta comsigo mesmo; porque um mesmo pensamento não só póde ser apresentado, sem alteração alguma, por palavras diversas, mas tambem pelas mesmas palavras combinadas de maneiras differentes.

Já o Mestre de Philosophia o indicava, na comedia de Molière, ao Burguez Gentilhomem:

Mr. Jourdain sentira-se enamorado de uma dama da sociedade elegante, e queria escrever-lhe qualquer coisa n'um bilhetinho, que lhe deixaria cahir aos pés.

A este respeito abriu-se com o seu Mestre de Philosophia.

—«É em verso que quer escrever-lhe?—perguntou-lhe este.

—Não; nada de verso.

—Então quer tudo em prosa?

—Não; não quero nem prosa nem verso.

—Ha de ser uma ou outra coisa.

—Porque?