—Mofadora!{24}
—Mofar eu de ti?!...
—Não te abraza o calor?...
—Sim... Intoleravelmente...
—Safa o collête... Assim... Que lindo corpo, Maria, e quantas seducções na tua plastica vista atravez da transparencia das gazes... Bem dizem os homens, sabios no sensualismo pagão, que o nú de veus é mais provocante do que o nú sem disfarces... Ha qualquer coisa de mystico, de irreal, na mulher encoberta pela semi-fluidez de um tecido fino... Se eu te não conhecesse os segredos todos de tuas lindas curvas, te rasgaria agora, impiedosamente, o veu de tua nudez...
—Jà sentiste, Helena, um prazer maior do que esse das carnes livres do arrôcho de um collête dictatorial?
—Quantas vezes?!
—Tu brincas, mulher divertida...
—Provo-te com a citação: despirei o meu collête e não me sentirei mais provocada do que contemplando as tuas fórmas semi-núas...
—Es barbara, Helena! Como encarceras um tão lindo quadril dentro dos oppressivos liames de um collête... Ah! Como eu daria a vida por ser morena! O ventre alvo é uma desillusão, mas o trigueiro, como o teu, é um{25} incentivo. Parece o tegumento de um fructo e provoca o instincto mais calmo...