—Vem cá! Não sejas ruim! Ficarei muito triste se estiveres mal com a tua negrinha!... Anda! Não me feches a cara!...

—Deixe-me!

—Vem cá, Pombinha!

—Não vou! Já disse!

E vestia-se com movimentos de raiva. Leonie saltara para junto d'ella e pôz-se a beijar-lhe, á força, os ouvidos e o pescoço, fazendo-se muito humilde, adulando-a, compromettendo-se a ser sua escrava e obedecer-lhe como um cachorrinho, com tanto que aquella tyranna não se fosse assim zangada.

—Faço tudo! tudo! mas não fiques mal commigo! Ah! se soubesses como eu te adoro!...

—Não sei! Largue-me!

—Espera!

—Que amolação! Oh!

—Deixa de tolice!... Escuta, por amor de Deus! Pombinha acabava de encasar o ultimo botão do corpinho, e repuxava o pescoço e sacudia os braços, ajustando bem a sua roupa ao corpo. Mas Leonie cahíra-lhe aos pés, enleando-a pelas pernas e beijando-lhe as saias.