—Lá o meu homem quer do seu café e torce o nariz ao de casa... Manda pedir-lhe que lhe faça uma chicara. Pode ser? perguntou a portugueza á bahiana.
—Não custa nada! respondeu esta. Com poucas está lá!
Mas não foi preciso que o levasse, porque d'ahi a um instante, Jeronymo, com o seu ar tranquillo e passivo de quem ainda se não refez de todo depois de uma longa molestia, surgio-lhe á porta.
—Não vale a pena estorvar-se em lá ir... Se me dá licença, bebo o cafézinho aqui mesmo...
—Entra, seu Jeronymo.
—Aqui elle sabe melhor...
—Você pega já com partes! Olha, sua mulher, anda de pé atraz comigo! E eu não quero historias!...
Jeronymo sacudio os hombros com desdem.
—Coitada!... resmungou depois. Muito boa creatura, mas...
—Cala a boca, diabo! Toma o café e deixa de maldizencia! E mesmo vicio de Portugal: comendo e dizendo mal!