—Então onde?

—Vem cá!

E tomou á sua direita, andando ligeira e meio vergada por entre as plantas. Henrique seguio-a no mesmo passo, sempre com o coelho sobraçado. O calor fazia-o suar e esfogueava-lhe as faces. Ouvia-se o martellar dos ferreiros e dos trabalhadores da pedreira.

Depois de alguns minutos, ella parou n'um lugar plantado de bambús e bananeiras, onde havia o resto de um telheiro em ruinas.

—Aqui!

E Leocadia olhou para os lados, assegurando-se de que estavam a sós. Henrique, sem largar o coelho, atirou-se sobre ella, que o conteve:

—Espera! preciso tirar a saia; está encharcada!

—Não faz mal! segredou elle, impaciente no seu desejo.

—Póde me vir um corrimento!

E sacou fóra a saia de lã grossa, deixando ver duas pernas, que a camisa a custo só cobria até ao joelho, grossas, massiças, de uma brancura levemente rósea e toda marcada de mordeduras de pulgas e mosquitos.