—Avia-te! Anda! apressou ella, lançando-se de costas no chão e arregaçando a fralda até á cintura; as coxas abertas.

O estudante atirou-se sofrego, sentindo-lhe a frescura da sua carne de lavadeira, mas sem largar as pernas do coelho.

Passou-se um instante de silencio entre os dois, em que as folhas seccas do chão rangeram e farfalharam.

Olha! pedio ella, faze-me um filho, que eu preciso alugar-me de ama de leite... Agora estão pagando muito bem as amas! A Augusta Carne Molle, n'esta ultima barriga, tomou conta de um pequeno ahi na casa de uma familia de tratamento, que lhe dava setenta mil reis por mez!... E muito bom passadio!... Sua garrafa de vinho todos os dias!... Se me arranjares um filho dou-te outra vez o coelho!

E o pobre brutinho, cujas pernas o estudante não largava, começou a queixar-se dos repellões que recebia cada vez mais accelerados.

—Olha que matas o bichinho! reclamou a lavadeira. Não batas assim com elle! mas não o soltes, hein!

Ia dizer ainda alguma coisa, mas acudio-lhe o espasmo e ella fechou os olhos e pôz-se a dar com a cabeça de um lado para outro, rilhando os dentes.

N'isto, passos rapidos fizeram-se sentir galgando as plantas, na direcção em que os dois estavam; e Henrique, antes de ser visto, lobrigou a certa distancia a insociavel figura do Bruno.

Não lhe deu tempo a que se approximasse; de um salto galgou por detraz das bananeiras e desappareceu por entre o mattagal de bambús, tão rapido como o coelho que, vendo se livre, ganhára pela outra banda o caminho do capinzal.

Quando o ferreiro, logo em seguida, chegou perto da mulher, esta ainda não tinha acabado de vestir a saia molhada.