Rita deliberou prevenir Jeronymo de que se acautelasse. Conhecia bem o amante e sabia de quanto era elle capaz sob a influencia dos ciumes; mas, na occasião em que o cavouqueiro desceu para almoçar, um novo escandalo acabava de explodir, agora no numero 12, entre a velha Marcianna e sua filha Florinda.
Marcianna andava já desconfiada com a pequena, porque o fluxo mensal d'esta se desregrára havia tres mezes, quando, n'esse dia, não tendo as duas acabado ainda o almoço, Florinda se levantou da meza e foi de carreira para o quarto. A velha seguio-a. A rapariga fôra vomitar ao bacio.
—Que é isto?... perguntou-lhe a mãe, apalpando-a toda com um olhar inquiridor.
—Não sei, mamãe...
—Que sentes tu?...
—Nada...
—Nada, e estás lançando?... Hein?!
—Não sinto nada, não senhora!...
A mulata velha aproximou-se, desatou-lhe violentamente o vestido, levantou-lhe as saias e examinou-lhe todo o corpo, tacteando-lhe o ventre, já zangada. Sem obter nenhum resultado das suas diligencias, correu a chamar a Bruxa, que era mais que entendida no assumpto. A cabocla, sem se alterar, largou o serviço, enxugou os braços no avental, e foi ao numero 12; tenteou de novo a mulatinha, fez-lhe varias perguntas e mais á mãe, e depois disse friamente:
—Está de barriga.