E afastou-se, sem um gesto de surpreza, nem de censura.
Marcianna, tremula de raiva, fechou a porta da casa, guardou a chave no seio e, furiosa, cahio aos murros em cima da filha. Esta, em balde tentando escapar-lhe, berrava como uma louca.
Abandonaram-se logo todas as tinas do pateo e algumas das mezas do frege, e o populacho, curioso e alvoroçado, precipitou-se para o numero 12, batendo na porta e ameaçando entrar pela janella.
Lá dentro, a velha escarranchada sobre a rapariga que se debatia no chão, perguntava-lhe gritando e repetindo:
—Quem foi?! Quem foi?!
E de cada vez desfechava-lhe um sopapo pelas ventas.
—Quem foi?!
A pequena berrava, mas não respondia.
—Ah! não queres dizer por bem? Ora espera!
E a velha ergueu-se para apanhar a vassoura ao canto da sala.