—Quantos… desde Chu-Si a Kuan-Su
—Filhos do Céu nas Filhas do Kiang
—Consagraram no Throno dos Hoang
—Aureolados do Pavão Azu?…
—E Algum Dia… Encostaram-se Tranquilos
Sobre a Meza de Joias do Estar Manso
—E Cerraram os Olhos nos Seus Cilos…
—E Abateram Seu Gesto Socegado
De Imp'radores do Imperio Consagrado…
—No Gesto da Decencia e do Descanso!…

*EDD'ORA ADDIO…—MIA SOAVE!…*

Aos meus amigos d'ORPPHEU

—Mia Soave…—Ave?!…—Alméa?!…
—Maripoza Azual…—Transe!…
Que d'Alado Lidar, Canse…
—Dorta em Paz…—Transpasse Idéa!…

—Do Occaso pela Epopéa…
Dorto… Stringe… o Corpo Elance…
Vae Á Campa…—Il C'or descanse…
—Mia Soave…—Ave!…—Alméa!…

—Não Doe Por Ti Meu Peito…
—Não Choro no Orar Cicio…
—Em Profano…—Edd'ora… Eleito!…

—Balsame—a Campa—o Rocío
Que Cahe sobre o Ultimo Leito!…
—Mi' Soave!… Edd'ora Addio!…

—Estes Versos Antigos Que Eu Dizia
Ao Compasso Que Marca o Coração
Lembram Ainda?…—Lembrarão um Dia…
—Nas Memorias Dispersas Recolhidas
Sequer, na Piedosa Devoção
D'Algum Livro de Cousas Esquecidas?…
—Accaso o Que Ora Canta… Vive… Existe
Nunca Mais Lembrará—Eternamente?…
—E, Vindo do Não-Ser, Vae, Finalmente,
Dormir no Nada… Magestoso e Triste?…

ANGELO DE LIMA.

MARIO DE SÁ-CARNEIRO