Sou mais Sabia que os Sabios—Eu emfim
—Eu que Sei o Segredo Consagrado
Das Filtragens do Lotus Divinal
Que Floresce em o Rio de Occidente
E que Evoccam o Sonho Absorvente
Em que Esquecem—a par da Dor do Mal—
Os Estrangeiros, o seu Lar Deixado…
—Que Encontram outro Lar juncto de Mim…

—Meu olhar é Fulguro docemente
Em Profunda Dulcissima Certeza
Como as Astres do Ceu Immanescente…
E Mãe—ó Neith-eu! ó mais que Pura!
—Como as Estrellas d'um Fulgor Fremente…
—Sou a Ventura Filha da Tristeza
D'Esse Teu Medictar Saudosamente…

—E assim como os Astros Fascinantes
Geram Fatas as Horas dos Instantes,
—Meu Amor—o Sem Fim—gera a Loucura!

*NINIVE*

—Alem Foi—a Ninive da Piedade,
A Cidade do Lucto Singular
E a Sepultura da Semi-Rami…
—E Hoje… stá por Ali, Vaga, a Saudade…
—E anda no Ceu Supremo a Eterna Istar…
—E… Passa, ás Vezes, a Serpente…—Ali!…

Na Camara Longinqua e Silenciosa
Da Sepultura da Semi-Rami…
—Relegada da Vida Gloriosa
—Na Paz Final da Morte Mysterosa
—Fria e Saudosa
—Dorme a Semi!…

—Morreu na Guerra em um Paiz Distante…
—Na Expedição Fatal em que Morreram
Trez Milhões de Soldados…—e ainda Mais…
—E os Guardas d'A Que Fôra a Triumphante
—Fieis…, os Seus Cem Guardas Immortaes…
Na Piedade Final do Ultimo Preito
Denotando os Seus Corpos Vigorosos
—Mantendo sobre os Hombros Pressurosos
O Feretro Sagrado da Semi…
—Por Caminhos Infindos Escabrosos
Em Terras de Inimigos… e Chacaes…
—Por Soes de Fogo…—Vastos Areaes…
—E Pavôres Sacros de Paiz Levante…
—Trouxeram Seu Cadaver do Distante
—E Inhumaram-A Alli…
—Fria e Saudosa!…
—Na Camara Longinqua e Silenciosa
Da Sepultura da Semi-Rami!…

*….?….*

—Eras… nos Tempos… Antes da Edade…
Teu Gesto Gloro Gerou a Vida!…
—E Apoz Teu Gesto…
—Supremo… Immesto…
—Grande e Tacida…
—Depoz… É a Noute na Immensidade!…

—E a Mãe do Rei do Reino Sul-Occaso
Disse a Mu-Ang—Alguma Vez, Accaso…
—Olha a Nuvem no Céu… e como Corre!…
—Assim as Horas da Ventura Minha…
—Quem Tem Filhos na Terra—Esse Não Morre!…
—Despozae—Se Sois Rei—uma Rainha
—Que É Tanto como Vós Pela Grandeza…
—E… Depois… de Espozardes a Belleza
Podeis Seguir Então Vossa Encaminha!…
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
—E o Rei Mu-An' disse á Rainha, Então…
—Junto de Vós… Enlevo-me de Encanto…
—Longe, Porém, do Meu Paiz—Ha tanto,—
Que Nem, Meus Reinos, Já Eu Sei se São…
—Volto ao Meu Reino… n'Esta Dôr Tamanha…
—Seja—A da Mãe do Rei—Esta Montanha
Onde Alastra Este Bosque de Arvoredo
Junto ao Lago… em que Estamos… em Adeus!…
—Ó Mãe do Rei… Vós M'Enlevaes nos Céus
—Mas o Meu Coração Soffre em Segrêdo!…
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