—Sou a Grande Rainha Neitha-Kri!
—Sou Devota da Noute Pensadora
—E Neith é Grande! pelos Ceus Senhora!
—Sou a Rainha!… Sou Nofrei-Ari!…

—No meu Corpo Divino e Perfumado
Tenho a Carne Côr Mate da Belleza
Que é Ammarella de Côr e Delicada,
Da Côr Loura da Chamma Incendiada…
—Tenho o Porte das Damas da Nobreza
Nas Formas do Meu Corpo Consagrado!…

—A Thiara Suprema que Investi
Coroa a Minha Fronte Sobranceira,
Real, Sagrada, Mystice, Altaneira…
—E Então—ó Neith—sou Divina em Ti!…

Na Sombra d'Esta C'roa dos Thanitas
Palpitam-me no Seio Delicado
Anceios de Desejos Escondidos,
Mysteriosos, quasi Indefinidos,
Mesmo ao Saber do Meu Olhar Velado
—Que tu, ó Noute! em Teu Amor Excitas…

O Peitoral Sagrado da Magia
Repousa nos seus Ouros Esmaltados,
Frio sobre os meus Seios Excitados,
Como tacite, Oraculo, do Dia…

—Sob o Pê-chênte Cintural Pendente
Sobre o Vigor suavemente Curvo
Das minhas Côxas no meu star de Hyerata
Que Antros Ardentes e que, Amor, Dilata
De um Ardor Fulguroso… porque Turvo…
De que Immanencia… de que Immanescente?…

—Ó Noute minha Mãe na Immensidão!
—Ó Noute Grande, pelos Céus Senhora…
—Scintil d'Estrellas n'Essa Solidão…
—Eu, Sobre a Terra, Sou a Vencedora!…

—Erguida nas Sandalias Encurvadas
Sou de Pé ante Ti, ó Verdadeira!
Dama da Vida, pelo Amor Ungida…
Senhora Principal… Dama da Vida!
Eu, Tua Padre-Mãe!—a Derradeira…
—Entre as Vagas de Incenso a Ti Votadas…

—Meu Olhar é Fulguro docemente,
Como se n'este Espelho da Verdade
Da minha Alma Polytica de Rei,
—N'Aquella Presciencia com que Sei
—Se Reflectisse a Minha Lealdade
—Ou a Luz d'Algum Astro Transcendente…

—E os meus Braços Frementes Alongados,
Cingidos nos Annilos Rictuaes,
Têem na Mão o Seter dos Grandes Paes
Como as Chaves dos Sellos Reservados…