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Toda a minh'Alma se prende
Naquella forma de graça;
Mas não é na forma viva
Mas sim na Linha que passa.
Toda a minh'Alma se prende,
Bate as Asas—esvoaça…
E é como a sombra distante
D'aquella Linha que passa.
A vida é só o Espaço
Que vai da propria Linha
Á sombra d'ella num traço.
Quando a Morte fôr vizinha,
Fundidas no mesmo Espaço
Será tudo a mesma Linha.
Junho, 1915.
_A ALVARO DE CAMPOS,
O MESTRE._
I
Para Além d'aquelles montes
Não ha aves, nem ha fontes,
Nem ribeiros, nem campinas,
Nem casaes pelas collinas.